Honda City – Conforto e elegância na medida

Não é apenas um carro de topo de linha, mas uma declaração de que praticidade e sofisticação podem, sim, caminhar juntas.

Redação
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Luciana Ávila

O cenário para o Honda City nos próximos anos é de resistência e eletrificação: a grande expectativa é a chegada da versão híbrida ao Brasil. O sistema e:HEV da Honda já existe no City em outros mercados e foca em um consumo urbano impressionante (beirando os 25 km/l). Com as metas de emissões cada vez mais rígidas, esse é o caminho natural para manter o modelo competitivo.

Luciana Ávila

Pouca gente lembra, mas o City nasceu como um hatchback alto e curto no Japão. Era um carro focado em grandes metrópoles, daí o nome; se fosse traduzido para o português, o chamaríamos de “Cidade”.

Nos anos 90, a Honda redesenhou o City como um sedã voltado para mercados emergentes (Ásia e América Latina), priorizando o espaço interno e a eficiência.

Enquanto os SUVs dominam o mercado, o City Sedan se mantém relevante pelo público fiel (frotas executivas e famílias que não abrem mão do porta-malas fechado). Recentemente, a linha 2025/2026 reforçou itens de série, como o freio de estacionamento eletrônico em mais versões, sinalizando que a Honda ainda investe pesado no refinamento do modelo.

Experiência a bordo

Luciana Ávila

Sofisticação que surpreende

A bordo do Honda City Sedan Touring, a sensação é de que a marca japonesa decidiu dar ao segmento de compactos o refino que costumávamos encontrar apenas em categorias superiores.

O coração deste sedã é o motor 1.5L DOHC i-VTEC com injeção direta. Com 126 cv de potência (tanto no etanol quanto na gasolina), é muito bem gerido pela transmissão CVT.

O grande trunfo é o equilíbrio: ele entrega um fôlego honesto para ultrapassagens — especialmente quando usamos os paddle shifts no volante para simular as sete marchas — mas vale lembrar que a transmissão do tipo CVT conta com relação de marchas infinitas e conversor de torque.

Luciana Ávila

Com o pacote Honda SENSING, não estamos falando apenas de “mimos”, mas de assistências que mudam a condução. Destaque para o Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC), que mantém a distância do carro à frente de forma suave. Há também o Sistema de Permanência em Faixa, que ajuda a fazer pequenas correções automáticas para manter o carro centralizado. E ainda tem o LaneWatch: ao ligar a seta para a direita, uma câmera no retrovisor projeta o ponto cego na tela multimídia de 8″. É um recurso viciante pela segurança que oferece no trânsito urbano.

Luciana Ávila

O Brake Hold é sempre interessante porque permite que você tire o pé do freio no sinal vermelho; o carro fica parado sozinho, mesmo se estiver no DRIVE, e só volta a andar quando você toca no acelerador. Essa função é ativada ao apertar o botão.

Impressões ao dirigir

Luciana Ávila

Elegância que faz sentido

Por dentro, o acabamento em couro (disponível em tons claros ou preto) eleva o tom do ambiente. O espaço traseiro continua sendo bem interessante, acomodando adultos com conforto de sobra para as pernas.

A versão Touring, vale lembrar, é a única que conta com o isolamento acústico reforçado no cofre do motor, o que torna a experiência na cabine mais silenciosa em altas rotações.

Outro ponto alto é a conveniência do ar-condicionado digital de duas zonas, que garante que motorista e passageiro não precisem brigar pela temperatura ideal. Um sonho para casais que geralmente têm escolhas diferentes na hora de ligar o ar.

Luciana Ávila

Quando o assunto é consumo, o City Sedan Touring entra em um embate direto com os motores turbo que dominam o mercado, como o VW Virtus e o Hyundai HB20S. A grande estratégia da Honda aqui não foi o turbo, mas sim o uso da injeção direta e do sistema i-VTEC para otimizar a queima de combustível em baixas rotações — o que ajuda, e muito, no cenário clássico do “anda e para” dos grandes centros.

Luciana Ávila

Ao final do teste feito no Rio de Janeiro, com dias de trânsito pesado e lento e em um percurso de 120 km, chegamos à média de 9,9 km/l.

Já segundo o Inmetro, o consumo é de 12,8 km/l na cidade e 15,5 km/l na estrada, com gasolina; 9,3 km/l e 10,4 km/l, nas mesmas condições, com etanol.

E, na questão aerodinâmica, o projeto prioriza o baixo arrasto. Com isso, o carro exige menos esforço do motor para retomar a velocidade após passar por uma lombada ou sair de um semáforo.

Luciana Ávila

O Honda City Sedan Touring é para quem busca um carro maduro. Ele não tenta convencer pelo excesso de potência bruta, mas pela precisão, pela segurança de ponta e por um porta-malas de 519 litros, que resolve a vida de qualquer família. É a prova de que um sedã compacto pode ter alma de premium.

Ao final do teste, fica a percepção de que o Honda City Touring é a compra racional por excelência: desvaloriza pouco, é tecnológico e seguro, principalmente se você preza por valor de revenda e confiabilidade. E você, certamente, estará circulando por aí de forma elegante.

Luciana Ávila

FICHA TÉCNICA

Honda City Sedan Tourin

Luciana Ávila


Motor: 1.5 i-VTEC Flex com injeção direta

Potência: 126 cv (Etanol/Gasolina) a 6.200 rpm
Torque: 15,8 kgfm (E) / 15,5 kgfm (G) a 4.600 rpm
Câmbio: Automático CVT (7 marchas simuladas)
Aceleração (0 a 100 km/h): 10,6 segundos
Velocidade máxima: 186 km/h
Comprimento: 4,549 metros
Largura: 1,748 metro
Altura: 1,477 metro
Entre-eixos: 2,60 metros
Capacidade do porta-malas: 519 litros
Capacidade do tanque: 44 litros
Preço: R$ 152.700

Por Luciana Ávila – Fotos: Luciana Ávila

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