João Buffon/AutoMotrix

A Toyota estreia em um dos segmentos mais competitivos do mercado brasileiro, o de vans. Buscando repetir o sucesso comercial da Hilux entre as picapes, a montadora japonesa passa a oferecer a van Hiace no Brasil. Com 58 anos de história e seis gerações vendidas ao redor do mundo, o modelo finalmente passa a ser oferecido no mercado brasileiro na configuração Minibus AT DX de 15 lugares, com preço sugerido de R$ 364.990. A partir de meados de novembro deste ano, a linha será ampliada com as versões Furgão, Ambulância e Refrigerada/Isolada, com possibilidade de personalização para atender a diferentes tipos de consumidores e profissionais. Produzida em regime CKD (Completely Knocked Down, ou “totalmente desmontado”, em português) na Argentina ao lado da Hilux e do utilitário esportivo SW4, derivado da picape média, a Toyota Hiace pode ter até dez anos de garantia.

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A marca oriental anunciou também que a Hiace terá as três primeiras revisões gratuitas e preços fixos de R$ 1.199 cada da quarta à sexta manutenções. Até 60 mil quilômetros ou seis anos de uso, o custo total fica em R$ 3.597. A van faz parte do “Toyota 10”, programa que estende a garantia para até dez anos ou 200 mil quilômetros (150 mil quilômetros para uso comercial), sem custos adicionais. A cobertura inclui motor, transmissão, freios, parte elétrica e eletrônica, carroceria e arrefecimento. Basta que o cliente mantenha as revisões programadas na rede autorizada para garantir a extensão da cobertura. Há ainda diferentes planos de pagamento, sem entrada, para frotistas ou a opção de aluguel da Hiace por meio da Kinto, empresa de veículos por assinatura e gestão de frotas da Toyota.

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Apesar do preço elevado, a Hiace se posiciona entre as dimensões dos furgões maiores Mercedes-Benz Sprinter, Fiat Ducato, Renault Master e Ford Transit e acima do trio de “gêmeos” Fiat Scudo, Citroën Jumpy e Peugeot Expert. Para justificar o preço mais alto, a Toyota aposta em um pacote de equipamentos mais recheado, com três airbags (frontais e de joelho para o motorista), controles de tração e de estabilidade, assistente de partida em rampa, câmera de ré, sensores dianteiros e traseiros, central multimídia de 9 polegadas, ar-condicionado com saídas individuais no teto e última fileira rebatível para ampliar o espaço de bagagens.

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A Hiace segue a identidade visual atual da Toyota. Os faróis são halógenos e o para-choque tem acabamento parcial em plástico sem pintura, para reduzir eventuais custos de reparo. O capô alongado permite um maior aproveitamento de espaço interno, melhor aerodinâmica e uma posição de dirigir mais semelhante à de um carro de passeio. A Hiace Minibus acomoda até 15 passageiros, com bancos reclináveis. Na primeira fileira de assentos, o central é rebatível, podendo se tornar um console com mesa de apoio e porta-copos.

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O grande destaque da Hiace no Brasil está sob o capô. O motor 2.8 turbodiesel “herdado” da Hilux foi reprogramado para a van. São 174 cavalos de potência a 3.400 rotações por minuto e 45,8 kgfm de torque a 1.600 rpm, números um pouco menores do que os da picape média. O câmbio é automático de 6 marchas, também da Hilux, com opção de trocas manuais. De acordo com o Inmetro, o consumo médio da Hiace é de 8,5 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada. Já a tração é traseira. Na suspensão, a dianteira conta com conjunto tipo MacPherson com barra estabilizadora e feixe de molas atrás.

Primeiras impressões

Fora do habitat natural

João Buffon/AutoMotrix

Indaiatuba/SP O trajeto do rápido test-drive do novo Toyota Hiace fi no Autódromo Fazenda Capuava, em Indaiatuba, próximo à Campinas (SP), pois o modelo exige CNH de categoria D (profissional) para ser conduzida em vias públicas. Ao volante, a van japonesa se mostrou um veículo confortável, especialmente pela presença do câmbio automático, um diferencial para quem dirige por muitas horas em meio ao trânsito pesado das grandes cidades.

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A posição de dirigir lembra a de uma picape média, um pouco mais elevada do que a de costume. A visibilidade é muito boa, facilitada pelos retrovisores grandes e pela câmera de ré. No entanto, os espelhos poderiam ter a opção de ajustes elétricos, ou até mesmo manuais internamente. A direção é bem direta, e o diâmetro de giro é muito bom para o porte do veículo. Para os ocupantes das últimas fileiras, a suspensão não “pula” muito, o que contribui para uma experiência superior em conforto. O desempenho é bom, e o motor de 174 cavalos de potência e 45,8 kgfm de torque, acoplado ao câmbio automático de 6 marchas, responde de forma rápida, mas sem empolgar. A tração traseira também ajuda no comportamento dinâmico da Hiace, especialmente com o veículo carregado.

Por João Buffon/AutoMotrix

Fotos: João Buffon/AutoMotrix 

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