Carneiro no Pantanal
Primeira picape média da Ram, nova Dakota utiliza aposta em refinamento e status para encarar bem a lama
A Ram Dakota desembarcou no mercado brasileiro no início do mês com uma missão ambiciosa: enfrentar nomes consagrados como Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger. Para testar se o lançamento tem fôlego para essa disputa, colocamos a picape à prova em uma expedição de 1.200 km pelo Pantanal. O modelo estreou em duas configurações: a Warlock (R$ 289.990) e a topo de linha Laramie (R$ 309.990).
Receita conhecida, mas com diferenciais

Apresentada no fim do ano passado, a Dakota deriva de um projeto já conhecido da Stellantis: a Fiat Titano. Ambas compartilham a base desenvolvida originalmente pela Peugeot em parceria com a chinesa Changan — arquitetura que também deu vida às picapes Peugeot Landtrek e Kaicene K70.
Apesar do parentesco, a Ram aplicou uma dose generosa de personalidade própria. A dianteira é exclusiva, abandonando o visual das irmãs de projeto em favor de faróis Full LED retilíneos e uma grade imponente, que traz uma assinatura luminosa conectando o conjunto óptico.

Embora a silhueta lateral ainda denuncie a origem comum, a traseira recebeu lanternas exclusivas em LED e a tampa da caçamba ostenta o logotipo da Ram em baixo relevo. Vale lembrar que, assim como a Titano, a Dakota é fabricada na Argentina.
Ao volante da nova Ram Dakota

Sob o capô, a picape média da RAM tem o motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de oito marchas. O conjunto, herdado da Titano, entrega um bom desempenho e permite uma aceleração de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos. Em termos de eficiência, os números do Inmetro indicam médias de 9,7 km/l no ciclo urbano e 10,8 km/l no rodoviário.
O sistema de tração é completo: oferece os modos 4×2, 4×4 Auto e 4×4 reduzida, acionados por um seletor eletrônico no console, além do bloqueio mecânico do diferencial traseiro. Durante a nossa jornada, a picape demonstrou boa capacidade em trechos de lama pesada e estabilidade no asfalto, mesmo com chuva.

A suspensão que combina o sistema independente Duplo A na dianteira e eixo rígido com feixe de molas na traseira garante um rodar estável, ainda que haja uma inclinação em curvas fechadas – algo natural em um veículo deste porte.
No quesito utilitário, os números são competitivos: 1.020 kg de capacidade de carga e capacidade de reboque de até 3.500 kg. A caçamba de 1.210 litros já vem com protetor, iluminação interna em LED e tampa traseira com amortecimento.
Experiência a bordo

O interior é onde a Dakota mais se diferencia da Fiat Titano. A Ram substituiu os plásticos rígidos por materiais emborrachados e superfícies soft-touch. A sofisticação é reforçada pela escolha de cores: preto na versão Warlock e um elegante marrom na Laramie.
A tecnologia a bordo é centralizada em uma moldura única que integra o painel digital de 7” e a central multimídia de 12,3”, compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Entre os mimos, destacam-se o carregador por indução refrigerado e o sistema de câmeras 540°, que permite “enxergar” o que está sob o chassi em manobras off-road.
No quesito segurança, o pacote ADAS é bem completo: controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres, monitoramento de ponto cego e assistente de permanência em faixa. O alerta de tráfego traseiro cruzado é um diferencial da versão Laramie.
Vale a pena?

Mesmo compartilhando a base com a Fiat Titano, a Ram Dakota consegue entregar uma identidade premium. A Stellantis se saiu bem ao diferenciar o acabamento e o design, posicionando o modelo como uma alternativa superior para quem busca o status da marca Ram sem abrir mão do custo-benefício de uma picape média local.
Para quem exige bom acabamento e bom desempenho em fora-de-estrada, a Dakota pode ser uma escolha segura.
Volare entrega primeiro ônibus movido a biometano e GNV

A Volare entregou a primeira unidade do modelo Fly 10 GV, movido a biometano e GNV, dedicado ao setor de fretamento empresarial. O coletivo foi entregue à Viação Giratur, empresa de transporte de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, pela concessionária Bormana Caxias, e já vem sendo usado no deslocamento de funcionários da Marcopolo.
O Fly 10 GV tem 10,1 metros de comprimento, 35 poltronas reclináveis com tomadas USB, sistema de ar-condicionado, câmeras de monitoramento e sensor traseiro de estacionamento. Os tanques de combustível tem capacidade para até 360 litros de combustível, garantindo uma autonomia de até 450 km.

Segundo a Volare, a entrega do veículo representa a conexão entre diversos atores da cadeia de mobilidade sustentável: a fabricante; a operadora de transporte, inovando o segmento de fretamento; a empresa responsável pela infraestrutura de abastecimento; e o banco responsável pelo investimento de aquisição por meio de recursos do Fungetur, que é o fundo Federal voltado ao financiamento de iniciativas de Turismo e Fretamento.
A empresa explicou ainda que da concepção a produção do Fly 10 GV foram quatro anos. O motor do modelo é projetado para operar com GNV e biometano em qualquer proporção. Com o uso do combustível sustentável, a economia operacional é de até 96% de material particulado e 64% de gases causadores do efeito estufa.
Pequeno notável

Um mecânico de uma pequena cidade de Buenos Aires, na Argentina, construiu uma miniatura de um ônibus da Iveco. Fabricado artesanalmente, o mini-ônibus começou como a realização do desejo de uma criança e hoje é considerado um dos cartões-postais de Villa Real.
A réplica da linha 125, com visual decorado, circula pela capital portenha em um percurso de apenas 600 metros. O modelo tem capacidade para até oito passageiros e é a alegria das crianças do bairro.

Jorge Oscar Ignacio, conhecido como “El Bocha”, mecânico e criador do mini-ônibus, conta que transformou o desejo da neta em uma alegria coletiva ao construir o veículo em miniatura.
“Nunca imaginei que iria acontecer o que aconteceu. Algo que começou como uma brincadeira foi crescendo até se tornar o que é hoje. E eu sempre vou melhorando, penso no que fazer, no que modificar para que fique mais bonito, mais profissional”, comenta o mecânico.
Atualmente, a neta de Jorge, sua inspiração para criar o veículo e primeira passageira, já tem 22 anos.
VWCO comemora 20 anos de Constellation

A Volkswagen Caminhões e Ônibus celebra os 20 anos da família Constellation. Com 18 modelos, a linha de comerciais da marca alemã acumula mais de 365 mil unidades emplacadas.
Segundo a VWCO, o desempenho da família também é expressivo no mercado internacional. Até o momento, mais de 47 mil unidades foram exportadas para países como Argentina, México e Chile.
Somente em 2025, foram vendidos mais de 15 mil caminhões da linha Constellation. A maior parte das unidades teve como destino os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
“Ao completar duas décadas, o Constellation reafirma seu papel como um dos pilares da VWCO. Seu sucesso contínuo é resultado de um desenvolvimento alinhado às necessidades reais dos clientes, combinando engenharia brasileira, soluções sob medida e evolução constante, atributos que garantem que o Constellation continue sendo um dos caminhões mais admirados e utilizados do país”, afirma Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus.
BRT Rio testa ônibus elétrico 100% brasileiro

A Eletra acaba de preparar uma unidade especial do modelo e-Bus para iniciar operação nos corredores do BRT no Rio de Janeiro. Produzido em São Bernardo do Campo, em São Paulo, o veículo tem autonomia para rodar até 300 quilômetros.

Segundo a fabricante, o e-Bus se destaca em relação aos rivais importados pela possibilidade de customização. O modelo utiliza chassi Mercedes-Benz, carroceria Caio e motores e baterias fornecidos pela WEG.
As baterias têm carregamento rápido, capaz de recuperar toda a autonomia em até quatro horas. Outra vantagem apontada pela empresa é a calibração específica para o clima e a topografia da capital fluminense.
Por João Buffon e Lucas Cardoso – Fotos: Divulgação
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