Um mini muito mini elétrico
Com dimensões ultracompactas (apenas 2,61 m de comprimento) e um entre-eixos de 1,70 m, o A05 da AIMA é projetado para caber em qualquer vaga. O carrinho pesa 825 kg com a bateria e oferece espaço para até três ocupantes, além de uma impressionante capacidade de carga útil de 400 kg.
A AIMA, uma marca globalmente reconhecida por seus veículos elétricos de duas rodas, promete pronta entrega do A05 a partir de março, com foco no nicho de transporte urbano acessível. O preço estimado é entre R$ 47.000 e R$ 49.000.
Para um aficionado por carros, o desafio técnico é claro: um veículo com mais de uma tonelada de peso bruto (825 kg + 400 kg de carga) com um motor de menos de 5 cv. Quanto à parte mecânica, o A05 traz soluções conhecidas, como a suspensão McPherson independente na dianteira e um sistema de braço arrastado na traseira, montado em pneus 135/70 R12, soluções que privilegiam o conforto em baixa velocidade e a durabilidade urbana.
Velocidade e Alcance
Com um motor não tão potente, não dava para esperar uma velocidade tão grande para o minicarro. Estamos falando de apenas 45 km/h de máxima, combinada a uma autonomia de 55 a 60 km proveniente de sua bateria de lítio de 72V e 100Ah (7 kWh). A bateria exige um tempo de 8 a 10 horas para recarga completa em tomadas convencionais.
Apesar do anúncio entusiasmado da AIMA — que visa oferecer uma alternativa mais segura e confortável que as scooters —, a marca ainda não detalhou informações cruciais para o público automotivo. A principal delas diz respeito à homologação deste modelo para circulação em vias públicas e quanto à necessidade de emplacamento.
Enquanto a AIMA posiciona o A05 como uma opção “acessível e eficiente” para a mobilidade urbana, a classificação do veículo e a permissão para rodar em todas as ruas e avenidas do Brasil permanecem sob análise.
Mini Carros Atuais
Os elétricos mais acessíveis hoje, como o BYD Dolphin Mini e Kwid E-Tech, são modelos mais robustos, com maior potência, autonomia superior a 180 km e velocidade de rodovia. Eles são carros completos, com preços que se iniciam em cerca de R$ 100.000.
O Nicho do A05
O A05 preenche a lacuna abaixo desses modelos, competindo diretamente com a proposta de segurança das cabines fechadas versus a praticidade e o custo das motos e scooters elétricas. Sua baixa velocidade e autonomia sugerem um uso restrito a condomínios, campi universitários, resorts ou frotas internas, a menos que a legislação seja adaptada para sua circulação.
Portanto, o desafio do AIMA A05 no Brasil não é apenas técnico, mas sim legal e mercadológico. A chegada do AIMA A05, sem dúvida, expande o debate sobre o futuro da micromobilidade elétrica por aqui.
Parceria entre americanos e franceses pode trazer ícones de volta

A Renault e a Ford anunciaram recentemente uma parceria estratégica para o desenvolvimento de dois novos veículos elétricos de entrada da marca americana na Europa. Baseados na plataforma Ampere, os novos modelos serão produzidos pela Renault no norte da França. A aliança pode marcar o retorno do Ford Fiesta ao mercado europeu a partir de 2028, agora como um carro 100% elétrico.
O segundo veículo, por sua vez, pode assumir o papel de sucessor do Focus ou até mesmo do atual crossover Puma. Além da cooperação no desenvolvimento de elétricos, o Renault Group e a Ford também assinaram uma carta de intenções (LOI) que estabelece uma parceria na área de veículos comerciais leves (LCV) na Europa. Através do documento, as empresas se comprometem a estudar a possibilidade de desenvolver e produzir conjuntamente modelos das duas marcas.
Apesar de serem desenvolvidos e fabricados pela Renault, os novos carros terão design assinado pela Ford e receberão ajustes específicos de engenharia. Segundo a montadora americana, os dois modelos representam o primeiro passo de uma nova e ambiciosa ofensiva de produtos da marca na Europa. O lançamento do primeiro deles está previsto para o início de 2028.
Revelação à conta-gotas

O novo Volkswagen Polo elétrico teve mais detalhes revelados na Europa antes da estreia oficial. Com lançamento confirmado para 2026, a nova geração elétrica do hatch vai se chamar ID.Polo e já está em fase final de testes com unidades pré-série. Construído sobre a nova plataforma MEB+, o Volkswagen ID.Polo contará com três opções de motorização elétrica, com potências de 116 cv, 135 cv e 211 cv.
Pouco tempo depois, será lançada a versão esportiva GTI, que terá 226 cv de potência. Todas as configurações terão tração dianteira. As baterias variam entre 37 kWh e 52 kWh, com autonomia de até 450 km pelo ciclo WLTP e suporte a carregamento rápido de até 130 kW. Segundo a Volkswagen, o novo ID.Polo também contará com sistemas de assistência à condução e recursos de segurança mais avançados e inteligentes.
A nova geração do Polo terá 4,05 m de comprimento, 1,81 m de largura e 1,53 m de altura, além de entre-eixos de 2,60 m, ficando maior que o modelo atual. O porta-malas terá capacidade de 435 litros. Com lançamento marcado para 2026 na Europa, o novo Volkswagen ID.Polo ainda não tem previsão de chegada ao Brasil, mas antecipa tecnologias que podem estrear no mercado brasileiro nos próximos anos.
Meio século de um ícone

O BMW Série 3 acaba de completar 50 anos de existência. Desde o início da sua fabricação, em 1975, o modelo já teve mais de 18 milhões de unidades produzidas em 18 fábricas distribuídas por 13 países. O BMW Série 3 é produzido no Brasil desde 2014 na fábrica de Araquari (SC) e se prepara para ganhar uma nova geração global em 2026, que seguirá a linguagem de design Neue Klasse.
A principal fábrica do BMW Série 3 fica em Munique (Alemanha), e é o centro de produção do modelo desde 1975. Com o passar dos anos, a fábrica alemã também ganhou tecnologias de automação, pintura a pó e a produção de motores controlada por computador. Atualmente, a planta utiliza diversas aplicações de digitalização e sistemas de qualidade com suporte de inteligência artificial.
Ao longo das décadas, o BMW Série 3 teve versões sedãs, conversíveis, peruas e esportivas, com motores de combustão interna, híbridos plug-in e elétricas. Atualmente, a sétima geração do BMW Série 3 é produzida em Munique (Alemanha), Shenyang (China), San Luis Potosí (México) e nas fábricas regionais da empresa em Chennai (Índia), Rayong (Tailândia) e Araquari (Brasil), bem como em fábricas de parceiros em outros países.
Vale a pena ver de novo

A Honda anunciou em dezembro os seus planos de lançar a Honda Heritage Works, uma nova empresa de serviços de restauração para modelos clássicos esportivos da Honda (e Acura), em 1º de abril de 2026. Além disso, a Honda também oferecerá peças de reposição em todo o mundo para substituir peças descontinuadas, além de um serviço de restauração no Japão.
A Honda Heritage Parts será responsável por reproduzir e fornecer determinadas peças genuínas descontinuadas que não estão mais em produção. A lista inclui componentes recém-desenvolvidos e reproduzidos, com novos materiais e avanços tecnológicos, ou peças produzidas utilizando os mesmos materiais e métodos de produção aplicados nas
originais. Essas peças estarão disponíveis para compra globalmente pelos mesmos canais de distribuição das demais partes genuínas da Honda em cada país.
Enquanto isso, o Honda Restoration Service será um novo serviço oferecido no Japão para restaurar veículos dos clientes utilizando as peças reproduzidas. Ambos os serviços começarão com a primeira geração do NSX, com planos de expansão para outros modelos esportivos clássicos no futuro. Informações detalhadas, incluindo preços e serviços oferecidos, serão divulgadas gradualmente até o início do serviço.
Além da Fórmula E

A Temporada 12 (2025/2026) da Fórmula E é a maior da história da categoria, com um total de 17 corridas em cidades icônicas ao redor do mundo. Mais do que apenas uma competição, essa é uma oportunidade de poupar o planeta, está no DNA do evento. Para esse ano, o calendário foi planejado de forma a agrupar as etapas por continente (Américas, Oriente Médio/Europa e Ásia) otimizando a logística, a sustentabilidade e, por consequência, diminuindo drasticamente a quilometragem e significativamente as emissões de CO₂ relacionadas ao transporte.
A abertura da temporada aconteceu em São Paulo e a próxima etapa será esse mês na Cidade do México. A Fórmula E atrai grandes nomes da indústria automotiva que usam a pista como um campo de testes real para seus futuros e atuais veículos elétricos de rua. Fabricantes como Jaguar, Porsche, Nissan e Stellanis têm equipes na pista, desenvolvendo diversas tecnologias ano a ano. Esse trabalho escoa naturalmente para carros elétricos de produção.
A capacidade de recarga rápida da bateria é um divisor de águas para a mobilidade elétrica. Na Fórmula E, a categoria está desenvolvendo o Pit Boost(Recarga em Pit Stop), que transfere altas potências de energia (600 kW) em curtíssimo tempo (apenas 30 segundos, por exemplo).
A competição exige cada vez motores elétricos mais potentes, leves e duráveis. O conhecimento adquirido na otimização da potência e do torque é repassado para os departamentos de engenharia das montadoras, resultando em carros de rua com melhor desempenho e eficiência energética.
A pesquisa em como otimizar o uso da energia, a refrigeração e a química das células de bateria é crucial. Essas inovações levam a baterias mais leves, mais compactas e com maior autonomia. Os carros da Fórmula E precisam gerenciar a energia de forma extremamente eficiente para completar a corrida.
A frenagem regenerativa é fundamental na competição. Para impulsionar as tecnologias de regeneração, as corridas são em circuitos de rua com muitas freadas e reduzidas virando um grande laboratório para testes de eficiência energética. Nos carros de rua, isso se traduz em mais autonomia e menor desgaste dos freios convencionais.
O final da temporada será com a tradicional rodada dupla em Londres, em agosto.
Por João Buffon e Luciana Avila
Fotos: Divulgação
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