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Despedida japonesa

Lançada em 2019, a Honda CBR 650R acaba de sair de linha no Brasil após seis anos de mercado. A moto esportiva de quatro cilindros deixou de figurar no site oficial da marca japonesa. O fim do modelo foi confirmado pela própria fabricante, que citou a reestruturação do lineup nacional como motivo do encerramento das vendas da CBR 650R no país. A Honda iniciou a renovação de seus produtos no Brasil em 2024, com as motocicletas de baixa cilindrada e, este ano, com as maiores. Sucessora da CBR 650F, a 650R é equipada com motor de 649 cilindradas, com 88,4 cavalos de potência e 6,13 kgfm de torque. O conjunto trazia embreagem assistida e deslizante e controle de tração HSTC. As vendas já vinham em queda. De acordo com a Fenabrave, foram 997 unidades emplacadas da CBR 650R em 2024, número que despencou para 167 este ano. Oficialmente, a moto já não era mais oferecida desde julho, mas ainda tinha unidades em estoque. O modelo segue à venda no Exterior.

Melhor ano no Brasil

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A Suzuki Haojue, representada no Brasil pelo grupo J.Toledo/JTZ Motos, ultrapassou em setembro a marca de duas mil motocicletas emplacadas. É a primeira vez, desde sua chegada ao país em 2017, que a marca atinge esse patamar. O crescimento dos últimos meses reforça a expectativa do grupo de fechar 2025 como o melhor ano da marca no Brasil. De acordo com levantamento mensal da Fenabrave, a Suzuki Haojue tem dois modelos entre os dez mais emplacados na categoria city: DK 160 (oitavo) e DR 160 (nono). Atualmente, o lineup da marca conta com cinco modelos: Master Ride 150, DK 160, DR 160, DL 160 e NK 150. “Este é um marco importante, e temos muito orgulho em representar a Haojue no Brasil. O resultado reflete o reconhecimento crescente dos nossos clientes pela qualidade, confiabilidade e bom custo-benefício dos nossos produtos. Projetamos emplacar em torno de 25 mil motos este ano, o que representaria um crescimento de 30% em relação ao ano passado”, destaca Fernanda Toledo, diretora-executiva do grupo.

Atenção ao recall

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A Honda convoca os proprietários da CRF 1100L Africa Twin, ano/modelo de 2021 a 2024, a fazerem agendamento do atendimento em uma concessionária autorizada a partir de 13 de outubro. O recall teve início no dia 15 de outubro para substituição do interruptor do punho esquerdo. O reparo é feito de maneira gratuita. Os quadros participantes do recall estão indicados na imagem. De acordo com a Honda, algumas unidades podem apresentar falhas no interruptor do punho de comandos esquerdo, impedindo o acionamento da buzina e/ou a alternância entre o farol alto e baixo. O não acionamento da buzina ou a não alternância entre os faróis poderá colocar em risco a segurança dos ocupantes da motocicleta e/ou a terceiros, além de afetar a legislação de trânsito. O agendamento pode ser feito pelo site www.honda.com.br/recall ou pela Central de Atendimento no 0800-701-3432 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados das 8h às 14h). Para conferir os endereços das concessionárias da Honda, acessar www.honda.com.br/concessionarias .

Atenção às motos elétricas

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O mercado de motocicletas elétricas mais do que dobrou no Brasil. No primeiro trimestre de 2025, foram licenciadas 3.452 unidades ante 1.686 no mesmo período do ano passado, de acordo com a Fenabrave. No entanto, o crescimento das vendas também acende o alerta sobre segurança no trânsito, pois a tecnologia exige novas práticas de pilotagem e maior conscientização dos condutores. Segundo Diogo Figueiredo, gerente de capacitação e treinamentos do CEPA, empresa especializada em soluções de segurança e eficiência operacional no trânsito e transporte, os riscos estão ligados a características próprias das motos elétricas. “O torque imediato e a aceleração linear facilitam arrancadas fortes, enquanto o silêncio em baixas velocidades reduz a percepção por pedestres e outros motoristas. Isso aumenta os riscos de incidentes em áreas urbanas, especialmente atropelamentos”, explica. Outro ponto de atenção é a frenagem regenerativa, que altera a sensação de desaceleração e pode surpreender pilotos sem experiência. É necessário adotar medidas de conscientização, regulamentação e treinamento. O especialista sugere ainda treinos de adaptação, com arrancadas suaves, sinalização antecipada, planejamento de autonomia e prática de frenagens em diferentes condições de pista.

Por João Buffon/AutoMotrix – Fotos: Divulgação

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