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A Honda acaba de apresentar a linha 2026 da NC750X, produzida em Manaus (AM). Com mudanças visuais e mais tecnologia, a NC750X ganhou diferenciais para continuar em destaque no segmento de motos crossover, tipo de motocicleta que reúne características de diferentes segmentos, como touring, naked e trail. Lançada em 2012 no Brasil, a primeira NC700X trazia motor bicilíndrico de 670 cilindradas, com curso longo e foco em torque e economia. O curioso compartimento no lugar do tanque, capaz de acomodar um capacete integral, virou marca registrada do modelo. Em 2015, o motor subiu para 745 cilindradas, dando fôlego extra ao conjunto. Em 2022, veio uma renovação profunda, que introduziu a transmissão de dupla embreagem DCT e o controle de tração HSTC. Agora, a moto da Honda também ganhou novidades.

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A linha 2026 da NC750X mantém duas configurações: a MT (câmbio manual de 6 marchas) e a DCT. Ambas compartilham a mesma base mecânica e o nível de equipamentos, diferenciando-se pelo sistema de transmissão. O preço público sugerido é de R$ 56.621 para a MT e R$ 61.948 para a DCT (com base São Paulo, sem frete). As cores disponíveis são vermelho perolizado e preto nas duas configurações. A garantia é de três anos sem limite de quilometragem, com assistência 24 horas válida em seis países sul-americanos: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. A marca japonesa oferece uma linha de acessórios originais e produtos da Honda Store em parceria com a Alpinestars, incluindo jaqueta tipo parka e calça de proteção específicas para o modelo.

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O design da NC750X 2026 adota linhas mais limpas e angulosas, com destaque para o novo conjunto óptico frontal, com farol e DRL em leds redesenhados. Há também um novo para-brisa, enquanto as carenagens e os painéis laterais foram simplificados para facilitar a desmontagem e a manutenção. O assento ganhou novo design para a capa e as costuras. Com apenas 80,2 centímetros de altura, a moto continua acessível a pilotos de diferentes estaturas, favorecendo a condução em baixas velocidades. Um dos diferenciais é o compartimento dianteiro de 23 litros, que traz porta USB-C integrada e divisória interna. Outro avanço é o uso de materiais sustentáveis, com peças fabricadas em Durabio, uma resina derivada de biomassa aplicada nas carenagens e no para-brisa. O painel da NC750X 2026 também foi renovado, trazendo um display de TFT colorido de 5 polegadas no lugar do antigo de LCD monocromático. O painel passa a oferecer três modos de visualização (barra, círculo e simplificado), com melhorias de legibilidade sob luz solar direta.

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O motor bicilíndrico paralelo de 745 cilindradas, OHC e oito válvulas, segue a mesma arquitetura que consagrou o modelo. A potência máxima é de 58 cavalos a 6.750 rpm, com torque de 7 kgfm a 4.750 rpm. Graças ao tanque de 14,1 litros, localizado sob o assento, a NC750X pode ultrapassar os 300 quilômetros de autonomia. De acordo com a Honda, a eficiência da moto é resultado do ajuste fino da injeção e da estratégia de simplificação. Vários componentes têm dupla função, como o eixo de comando que aciona também a bomba d’água e o eixo de balanceamento que move a bomba de óleo. Menos peças resultam em menor peso e menos consumo.

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A versão com câmbio DCT (automatizado de dupla embreagem) recebeu ajustes específicos para a nova NC750X. A embreagem dupla, que atua de forma independente para marchas pares e ímpares, trabalha com controle mais preciso da pressão hidráulica. Segundo a Honda, as mudanças garantem respostas mais suaves em baixas velocidades, principalmente ao sair da imobilidade, ou em manobras lentas. O sistema de acelerador eletrônico TBW (Throttle-by-Wire) se integra aos modos de condução e ao controle de tração HSTC. São cinco modos disponíveis, com o “Sport” – entrega rápida de potência, freio-motor intenso e mínima intervenção do HSTC –, o “Standard” – equilíbrio entre desempenho e suavidade –, o “Rain” – respostas brandas e máxima atuação do controle de tração em vias de baixa aderência – e os “User 1” e “User 2” – configuráveis pelo piloto, que permitem ajustar potência, freio-motor e níveis do HSTC (de um a três) ou até desativá-lo.

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As trocas de marcha no DCT ocorrem em 70 milissegundos, praticamente sem interrupção na entrega de torque, o que evita solavancos e aumenta o conforto, especialmente com o garupa. O sistema conta ainda com Adaptive Clutch Capability Control, que permite pequenos deslizamentos entre as embreagens para suavizar as retomadas. Para quem prefere o câmbio tradicional, a versão MT traz embreagem assistida e deslizante, reduzindo o esforço na alavanca e evitando o travamento da roda traseira em reduções bruscas.

A NC750X 2026 manteve a estrutura tubular tipo Diamond, feita em aço. O peso seco é de 204 quilos na variante MT e de 214 quilos na DCT. O conjunto de suspensões recebeu componentes atualizados, sendo na dianteira a Showa SDBV (Dual Bending Valve), com curso de 120 milímetros, para amortecimento mais progressivo e controle superior em frenagens ou irregularidades. Na traseira, o sistema Pro-Link traz monoamortecedor tem ajuste de pré-carga da mola e curso de até 122 milímetros na DCT. A novidade mais importante, porém, está no sistema de freios: a NC750X 2026 adota discos duplos de 296 milímetros na dianteira – uma evolução significativa frente ao disco único anterior. O conjunto melhora a eficiência da frenagem e distribui o esforço nas pinças, agora com dois pistões axiais. As rodas de liga leve de 17 polegadas são novas, 1,8 quilo mais leves que as anteriores, ajudando na dirigibilidade e calçadas com pneus 120/70 ZR17 na frente e 160/60 ZR17 atrás. O sistema ABS de dois canais é de série e trabalha em conjunto com o ESS (Emergency Stop Signal), que aciona o pisca-alerta automaticamente em frenagens bruscas para avisar outros veículos. A segurança eletrônica também foi reforçada. Além do ABS e do HSTC, a NC750X 2026 mantém o HISS (Honda Ignition Security System), que impede o funcionamento do motor se o chip da chave não for reconhecido pela ECU, um sistema eficaz contra furtos.

Por João Buffon/AutoMotrix – Fotos: Divulgação

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