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Dando continuidade aos esforços em favor da mobilidade limpa, a chinesa GWM trouxe ao Brasil seu primeiro cavalo-mecânico movido a hidrogênio para inspeções técnicas, validações e testes iniciais de rodagem. O caminhão foi projetado pela GWM Hydrogen-FTXT, subsidiária da marca chinesa, focada no desenvolvimento de tecnologias relacionadas ao hidrogênio como combustível. É parte de um Memorando de Entendimento assinado em 2023 com o governo do Estado de São Paulo, pensado para estudar a viabilidade geral da tecnologia no Brasil. Um outro acordo foi firmado no ano passado com o governo de Minas Gerais e a Universidade Federal de Itajubá para o desenvolvimento de caminhões movidos a hidrogênio verde.

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O veículo desembarcou recentemente pelo Porto de Santos, no Estado de São Paulo, e seguiu para a fábrica da GWM em Iracemápolis (SP), onde será completamente inspecionado e validado antes de iniciar os testes de rodagem pelas ruas e estradas brasileiras. “A chegada deste caminhão representa mais do que um marco tecnológico. É o início da construção de um ecossistema de hidrogênio no Brasil, com parcerias estratégicas e soluções adaptadas à realidade do país. Os veículos com célula a combustível são, na essência, elétricos. Eles trabalham em conjunto com a bateria para garantir mais desempenho, segurança e autonomia. Por isso, antes de entrar em operação, passam por validações específicas da bateria e, na sequência, pelos testes da célula a combustível – que utiliza hidrogênio como vetor energético”, explica Davi Lopes, presidente da GWM Hydrogen-FTXT Brasil.

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O cavalo-mecânico eletrificado é equipado com bateria de 105 kWh aliada a um conjunto de cilindros que comportam até 40 quilos de hidrogênio. A potência do novo caminhão é estimada em torno de 500 cavalos, enquanto a autonomia não foi revelada. Os cilindros alimentam as células a combustível, que geram a eletricidade necessária para a movimentação do veículo. Parte dessa eletricidade pode vir das frenagens e das desacelerações do sistema de recuperação de energia. Na primeira fase dos testes, o foco será em pesquisa e desenvolvimento para que haja a transferência de conhecimentos entre as equipes brasileiras, além da colaboração com universidades e centros de pesquisa. Na sequência, o caminhão passará por testes controlados em pistas de prova para avaliações de suspensão, desempenho e segurança, começando sem cargas até evoluir para simulações de uso real.

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Encerradas essas etapas, o cavalo-mecânico será levado para testes em infraestruturas de abastecimento com diferentes fontes de hidrogênio, do eletrolítico ao hidrogênio resultante da transformação do etanol. A GWM fará então uma avaliação econômico-financeira para estimar a viabilidade comercial da tecnologia no Brasil. Tudo faz parte dos esforços de pesquisa e desenvolvimento da GWM dentro do programa Mover do Governo Federal, para se alinhar ao plano global da companhia de neutralizar suas emissões de carbono até 2045. O cavalo-mecânico eletrificado da GWM será exibido pela primeira vez no Brasil no final desta semana durante a inauguração da fábrica da montadora em Iracemápolis. O evento marcará a abertura oficial da unidade e o início de uma nova fase nos investimentos da empresa em tecnologias limpas no país.

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Por Daniel Dias/AutoMotrix – Fotos: Divulgação

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