Sem fazer alarde
Fundada em Barcelona em 2012, a Silence é a única fabricante de motocicletas elétricas na Espanha e a ú nica a projetar e fabricar suas próprias baterias e BMS (Battery Management System). A empresa criou uma scooter totalmente elétrica, a S1, com a missão de acelerar a mudança para a mobilidade urbana sustentável com tecnologia inovadora. Atualmente, a Silence produz quase 10 mil scooters por ano. Agora, acaba de lançar um novo modelo, a S01+, o sexto modelo de gama de plug-ins Silence. Com desempenho equivalente a uma moto de 125cc, a S01+ tem motor de 5,6 kWh e 7,5kW, atingindo uma velocidade máxima limitada de 100 km/h. Se o piloto precisar, a S01 + oferece uma aceleração mais rápida no modo “Sport” e apresenta um modo de ultrapassagem “push-to-pass”, que aumenta o limite de velocidade para 110 km/h. A conectividade vem por meio de um aplicativo Silence para dispositivos Apple e Android, que permite o controle de configurações como verificar o status da carga e ativar o bloqueio/desbloqueio remoto, bem como o planejamento de rotas pelo Google Maps. As baterias de íons de lítio da Silence S01+ podem ser removidas e levadas para carregar em casa.
Na fila da tomada

A marca inglesa Norton, adquirida há dois anos pela fabricante de motocicletas indiana TVS, anunciou sua adesão ao projeto “Advanced Propulsion Center (APC)” do governo do Reino Unido, que tem como propósito reduzir as emissões. A fabricante inglesa avalia que as motos elétricas atualmente disponíveis no mercado europeu não oferecem autonomia e desempenho ideais, pois o peso excessivo da bateria compromete a performance e o design do produto. A proposta para as motos elétricas da Norton é combinar desempenho esportivo, uma boa autonomia e pilotagem confortável. “A Norton é um exemplo de luxo e não tem medo de desafiar o estado atual das coisas, inovando para o futuro da mobilidade e mantendo-se fiel à nossa herança britânica”, explica Robert Hentschel, CEO da Norton Motorcycles. A Norton não estipulou um prazo para que as motos elétricas cheguem ao mercado.
Encontro marcado

A nova Suzuki GSX 1300R Hayabusa de terceira geração, que está presente no Exterior desde o início do ano passado, chegará ao mercado brasileiro no terceiro trimestre de 2022 – ou seja, até setembro. O design está mais moderno, refinado e com novos grafismos e carenagens aerodinâmicas, mas não rompendo totalmente com as linhas vistas ainda na primeira geração, apresentada em 1999. As novidades da motocicleta estão além do design e seguem na tecnologia, que incorpora o Suzuki Intelligent Ride System (S.I.R.S.), sistema que oferece cinco modos de pilotagem, mapas de potência, controle do freio-motor, controle de tração, sistema de mudança bidirecional e anti-empinadas. O chassi foi atualizado e a moto pesa agora 264 quilos. O motor de 1340 cm³ atende as mais recentes exigências de emissões do Euro5 e entrega 190 cavalos a 9.700 giros e torque de 15,3 kgfm a 7 mil rotações. A velocidade máxima segue limitada aos 298 km/h. Nos Estados Unidos, a Hayabusa custa US$ 18.600 (cerca de R$ 88 mil). No Brasil, é esperado que o modelo chegue na faixa de R$ 130 mil.
Indianas a caminho

A marca indiana Bajaj, uma das maiores fabricantes de motos do mundo, confirma operações no Brasil já a partir de setembro, com modelos montados em parceria com a Dafra, em Manaus, no Amazonas, no sistema CKD (Complete Knock Down). Todas as peças dos modelos serão enviadas pela fábrica indiana e montadas pela Dafra. A Bajaj foi fundada em 1945, está presente em mais 70 países,e trabalha principalmente com pequenas e médias cilindradas. No Brasil, o primeiro modelo da Bajaj será a Dominar 400 – que tem 39 cavalos de potência a 8.800 rpm e 3,5 kgfm de torque a 6.500 rpm. O câmbio mecânico tem 6 marchas e a embreagem conta assistência deslizante. Estima-se que o preço da Dominar 400 no Brasil fique na faixa de R$ 27 mil.
Por Edmundo Dantas/AutoMotrix – Fotos: Divulgação
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